ABISMOS DE MIM.. Vou num vôo silencioso percorrendo caminhos traçados no escuro vôo sem medo, com segurança mergulhando nos precipícios de minha alma, num vôo raso rebuscando fragmentos do passado trazendo a baila pedaços de mim. Acendendo labaredas mágicas nos topos bem altos nos traços e formas sem simetria busco a geografia de minha alma voando pelos desfiladeiros negros enfrento os perigos tenho a calma dentro do meu eu sou bruxa dos meus medos espanto a solidão, afugento os perigos que regem meu destino Vôo por esse abismo sem fim em busca da serenidade, pedindo clemência aos meus fantasmas que chafurdam perdidos nas lamas.... [ARNEIDE]